sábado, 7 de março de 2009
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Escuro. Vazio. Desaparece tudo, num ápice. Está tudo frio, gelado. O milhão de pessoas que tenho à minha volta, fazem com que me sinta ainda mais sozinha. A verdade, é que me sinto sempre sozinha (não, não sentes, pensa lá bem!). Pois, agora que penso melhor, houve tempo, e bem próximo em que me não sentia assim, desamparada, triste, sem ânimo.
Para sempre. Olha, para sempre! Isso não existe. E nunca? Nunca existe..? Se nunca é para sempre, então nenhum dos dois existe...Certo? Bem, que desvarios! Já me desviei foi do assunto.
Mas continuas a pensar! Raça que és teimosa! Pronto! Pensa lá, se te dá prazer magoares-te a ti própria, pensa lá! Pensas no bom, leva-te ao mau. Pensas no mau, permaneces no mau. Adianta-te de alguma coisa?
É que diz que é difícil, sabias? Não pensar. Como dá para não pensar. Quando penso, quando penso no bom, dá um conforto, um brilho nos olhos, um sorriso verdadeiramente feliz. Oh! É tão bom! Mas...ai não cala-te! Mas...volta-se à realidade, que é onde vivo (ou pensas que vives não é?). Volta-se à realidade e pronto, fica tudo estragado! O conforto, dá lugar a uma inquietação; o brilho nos olhos, dá lugar ao brilho das lágrimas; o sorriso verdadeiramente feliz, esse dá lugar a uma boca seca, sedenta por água. E isto não passa. Tento e tento e não passa, não vai embora. Não passa nunca, que o nunca é sempre. E não existe, mas eu é que o sinto! É! Ide dizer a um peixe que não pode nadar nem viver em água, ide, ide! É! E agora perguntem a um cego se quer ver. E a um pobre se quer ter, possuir. Como eu queria ver! E ter! Enfim...deixa-te disso! Deixa, que não vais a lado nenhum!
Quem dera ter-te num momento chamado sempre. Eu fazia assim. Agarrava-te bem, muito bem, nem muito apertado nem muito solto, apenas seguro. Tratava-te como se fosses de vidro, e partisses a cada momento. E se partisses, o meu mundo acabava (e não é que acabava mesmo!). E acarinhava-te, amava-te, deixava-te feliz. E eras o meu menino, o meu pequenino, o meu raio de sol, o meu príncipe, o meu doce, o meu tesouro. E eras o meu tudo (e olha se eu estragasse ficava sem nada!). E depois era a minha vez...
Olha! Olha pra ela a sonhar! Sonhas mesmo bem! Vá deixa a estar, não a vou acordar, ela isso faz bem sozinha. Vou deixá-la, isto não dura muito, num instante está aí acordadinha. Neste momento está num mundo só dela. Oh se é só dela! Deixa-a lá estar, que sossegue, porque quando acordar. Ai quando acordar!...
2 comentários:
Diz tanto do nosso interior este conjunto de amparo ao coração e desalmo á emoção...
...faz pensar, faz observar e ver...
...o que é a felicidade ?
Adorei
Olha, meu amor, a felicidade é qualquer coisa que é muito incerta, teimosa e zanga-se com tuuuudo {faz lembrar gente}, vem, vai, volta a vir e volta a ir, é uma tola é o que é...
Mas a verdade é que só damos conta que ela esteve lá porque ela se foi embora, não é..talvez seja por isso que ela se zanga...
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